Tretas (E porque voltei ao .wordpress.com)

Escrevi isso no dia 28 de julho de 2015. A data de publicação corresponde a dez dias após a exclusão definitiva do domínio. Pra você ver como é fácil resolver problemas por aqui.

Primeiro, que fique o aviso (caso não tenha ficado claro o bastante no título):

Estejam avisados

Pretendo apontar os dedos e citar nomes para dizer exatamente o que aconteceu a qualquer um que me acompanhe. Antes mesmo de eu começar o post, o departamento “Vai Dar M*rda” já está batendo na porta, ligando no celular e gritando da rua. Se a m*rda de fato acontecer, talvez delete esse post. Não curto muito ficar discutindo com ninguém, mesmo que eu esteja certo.

Além disso, alguém (ao menos eu) notou que tem posts faltando, coisas a serem ajeitadas e por aí vai. A casa está uma bagunça, mas eu tive pouco tempo pra fazer a limpeza. Ainda assim, antes de tudo, talvez eu deva explicar uma coisa: por que diabos eu voltei ao endereço .wordpress.com se eu tinha comprado a p*rra do domínio? Então, vamos começar a faxina por aí.

Tudo começou quando um amigo meu me indicou a hospedagem gratuita do Hostinger (http://www.hostinger.com.br/). Pra quem, como eu, não tem muito dinheiro nem ganha nada com o blog, e pretendia ganhar dinheiro com meus escritos, achei que fosse interessante transferir meu humilde espaço na internet para um lugar um pouco mais profissional.

O único porém da hospedagem com o Hostinger é que eu não ganhava o domínio. Não que isso fosse um problema enorme (um domínio pode custar em torno de dez a trinta reais por ano se não for algo conhecido demais), mas ainda era um incômodo. Pois bem, pensei, não sai tão caro assim. Comecei a pesquisar e descobri que a UOL Host e o Registro.BR faziam esse tipo de coisa. Sendo a UOL uma empresa razoavelmente conhecida e sendo a única das duas opções a que vendia domínios .com, resolvi comprar com eles.

Tudo bem, tudo bom. Passou menos de um ano e recebi um boleto estranho em minha humilde residência. Vinha em uma carta, sem esclarecimentos ou indicações do que era, apenas um boleto cujo valor não me recordo, que vinha para que eu efetuasse o pagamento. Depois de alguma pesquisa e dor de cabeça, descobri se tratar de uma “oferta” de hospedagem, em que, caso eu houvesse efetuado o pagamento, provavelmente não receberia o serviço.

Estranho, penso eu, não lembro de ter autorizado a UOL a dar meu endereço a terceiros. Nem de pedir por hospedagem.

Enfim, um ano depois da compra recebi o boleto para a renovação do domínio e paguei pra garantir que teria o meu espaço nessa rede do inferno por mais um ano.

Pouco tempo depois, o meu tio vem visitar essa querida cidade na divisa com o inferno onde moro, para resolver uns problemas. No meio do dia ele comenta que eu tinha um site onde publicava os meus escritos e as pessoas comentavam. Achei estranho, pois não publico nada com meu nome tem um bom tempo já, e o antigo endereço não tem mais nada online também. Falei isso pra ele e terminou aí.

No dia seguinte, ele me liga para a minha mãe pra dizer que meu nome, endereço, celular e não sei nem mais o que estão online pra todo mundo ver.

Pare e releia a frase anterior.

A maior parte dos meus dados pessoais (parte mais do que suficiente para me f*der, diga-se de passagem) estava lá pra qualquer um pegar e usar como um falso eu. Ou pra me mandar ameaças pelo correio. Ou pra vir aqui em casa e sequestrar a minha família pra pedir resgate e matar todo mundo, independente do meu pagamento (que não aconteceria, porque eu sou pobre).

Pensei. De onde isso poderia estar vindo? Que p*rra de site era aquele que divulgava meus dados, e ainda tinha o irônico nome de WhoIs? Não poderia ser a Americanas, nem a Saraiva, nem alguns outros onde já comprei online, porque nenhum deles tinha meu site cadastrado em seus bancos de dados. Até onde eu sabia, podiam ser o Hostinger ou o UOL Host. Por eliminação de opções com base nos dados divulgados, só havia uma opção plausível: UOL Host.

Sentindo-me num episódio do CSI depois de descobrir isso, pesquisei na internet até achar essa página: http://www.uolhost.com.br/faq/dominios/o-que-e-whois.html#rmcl. Atente que eles mesmos alegam que as informações do proprietário do domínio são divulgadas, mas em nenhum momento dizem quais são.

Liguei para o (péssimo) atendimento deles. Uma mulher antipática me atendeu, e quase não a ouvia com tanto barulho dos outros atendentes ao fundo. Primeira coisa que pensei foi que deveria ser um inferno trabalhar ali.

Falei com ela várias vezes. Expliquei que eles estavam expondo dados pessoais. Expliquei que queria cancelar o serviço. Repeti isso várias e várias vezes, e em todas ela disse que esses dados são para serem expostos e que eu não poderia desistir do domínio até o vencimento.

No fim das contas, consegui alterar parte dos dados que estavam lá para reduzir os danos. Entrei em contato com o Whois para explicar a situação e pedir que retirassem meus dados do ar, no que me responderam que esses dados eram necessários para o registro do domínio, o que não é bem verdade, como descobri depois.

Gostaria também que olhassem essa página: http://www.uolhost.com.br/faq/dominios/registrei-meu-dominio-com-o-uol-host-como-e-o-processo-de-renovacao.html. Como podem ver, eu terei de esparar passarem quinze dias da data de expiração do domínio para ele congelar, e mais vinte e sete para que seja apagado de fato. Após isso, mais vinte dias se seguem para excluir definitivamente o domínio. Ou seja, cinquenta e dois dias depois do vencimento para essa m*rda se resolver.

Bem vindos ao Brasil e suas empresas altamente confiáveis. Os casos mais recentes do NomesBR e do outro que já esqueci o nome só comprovam isso.


[update 2016-01-25] estava fuçando o reddit e achei algo bem interessante que demonstra a minha preocupação (se quiser, pode ir direto para o post relevante).

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