[Review] Herdeiros dos Titãs I – De Lutas E Ideais

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Eu falei que tinha review a caminho, não falei? (Ok, ok, eu sei que demorou, não precisa jogar na cara assim, mas eu tenho meus motivos também, além da preguiça de escrever por culpa da inércia de séculos com a caneta parada sobre a mesa. Acredite ou não, é verdade.)

Então, vamos ao que importa: pela primeira vez na vida, ganhei um concurso com algo que não dependesse apenas de sorte.

Duvida? (Até eu duvidei.) Mas eu dou minha palavra que é verdade. Não tenho links, contudo.

Aliás, antes de começarmos, uma pequena nota: antigamente, eu gostava de fazer reviews somente quando eu terminasse toda a série de livros, e alguma parte de mim ainda acredita que é a forma correta de se fazer isso. Porém, outra parte (um pouco maior, talvez) diz que é mais justo que eu faça dessa forma, jogando nos textos as frustrações de cada volume, ao invés de uma generalização para a série.

Não sei dizer se estou completamente certo fazendo isso, mas eu também não estava satisfeito com a forma que eu classificava as coisas antigamente, especialmente porque demorava ainda mais para saírem. Bem, veremos se isso dará certo ou não. Qualquer coisa é só voltar ao método antigo.

Por enquanto, vamos nos ater a Herdeiros dos Titãs I – De Lutas E Ideais.

E vou te falar, foi complicado classificar esse livro.

No começo, eu estava como que uma criancinha que descobriu um canal novo que só passa desenhos na televisão. Já pro final, estava mais pra um programador de C++ (vocês realmente não vão querer entender essa piada).

Não me levem a mal, o cara tem um universo incrível nas mãos, com uma boa história e um feeling bem interessante. Só que ele peca em certos momentos do livro de uma forma que não sei como considerar.

Sinceramente, eu sei como o trabalho de um escritor é complicado. Eu mesmo tenho alguns livros arquivados que pretendo escrever (algum dia), e já acompanhei (agora nem tanto por causa da faculdade) muitos autores que se iniciavam nas fanfics, que lutavam para agradar seus leitores a cada capítulo.

Ao mesmo tempo… Bem, vamos ser sinceros logo: o cara tem um potencial enorme, mas cometeu vários erros durante a jornada de seus personagens.

Eric, vou te xingar um pouco agora, ok? Não leve a mal não, porque ainda quero mais de Herdeiros dos Titãs, e ainda tem a review do segundo livro por vir. Mas eu preciso dizer isso a qualquer um que perca tempo lendo essa bagaça.

Primeiramente, eu não senti impacto nenhum das ações dos personagens. Foi algo como, “olha lá, matei o cara, ok?”, enquanto ele sai andando descontraído. A história proposta é simplesmente ótima, mas a execução não me capturou como deveria.

É quase como se eu me apaixonasse pelo trailer mas o filme não fosse tão bom. Como os jogos recentes do Final Fantasy.

Certas vezes me pareceu que os personagens não tinham personalidade, enquanto em outras os via agindo fora dela. Mesmo os cenários pareciam perder um pouco de seu brilho, e ações dramáticas pareciam de pouca importância.

Algo como… “Ei, sou o primeiro humano que encontra um dragão de verdade! Deixa eu ir ali perguntar se ele tem uma bala de menta.” (Não, essa cena não ocorre no livro, estou só ilustrando.)

Ok, faça uma pausa agora. Beba um refrigerante, passe uma água no rosto pra tirar o sono e coma uma barra de cereais.

Não quer? Bem, eu quero. Volto rapidinho porque estou com fome. Não tomei café da manhã hoje.

Viu? Não demorei tanto. Agora falemos do que realmente importa: onde o cara acertou.

O universo de HdT é imensamente acolhedor (ainda que tenha certos lugares repugnantes), assim como seus personagens, apesar de vez ou outra parecerem bem superficiais. As regiões são bem caracterizadas, seja por seu militarismo, seja porque gostam de vinho e liras. Os cenários são pinturas expostas num museu.

Mesmo a trama principal, mesmo cada momento tranquilo de viagem, enquanto acompanhamos a pequena Epona cavalgar suavemente pelas florest…

Opa, cavalo errado.

Mas, enfim. O Alec (já mencionei o cara algumas vezes aqui, e tem uma review por aí do Guerra Dos Criativos) tinha me falado que o segundo livro era melhor, que eu deveria persistir ou algo assim.

Discordei completamente dele. O universo de HdT me prendeu já nos primeiros capítulos, mas, especialmente, nos pequenos detalhes. Não há norte, sul, nem leste ou oeste. Não há metros ou quilômetros.

Esses pequenos detalhes de nomenclatura podem parecer besteiras, mas eu realmente aprecio quando aplicados a um mundo fictício. Quero dizer, faz mais sentido um mundo paralelo ter unidades de medida, estações do ano, ou… bem, ser diferente do nosso. De fato, é apenas um grão de açúcar colorido no bolo, mas ele enfeita muito melhor do que o branco-padrão que seria sem ele.

É como uma história baseada em fatos reais se referir àquela lanchonete que, de fato, fica ali na esquina.

Sei lá, mas o George Martin já dizia, né? O diabo são os detalhes. Eu que não discordo dele.

E que venha HdT2!

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